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A palavra protecionismo, quase não pronunciada nos últimos dois anos, retorna aos noticiários prejudicando todo um planejamento de longo prazo em prol de uma aduana moderna. Somos repetitivos ao dizer que agilidade e previsibilidade são necessárias em nossa atividade e que o comércio exterior é uma via de mão dupla que gera riquezas e torna nossos produtos competitivos mundialmente. Foi com este cenário que convivemos até a última semana de janeiro. Agora, ao planejar as importações de partes e peças, matérias primas ou manufaturados para as indústrias, precisamos repensar os prazos e isto gera custo. O maior Custo Brasil é o da falta de componentes na linha de produção e a consequente perda de vendas, tanto no mercado interno como externo. É isto que gera estoques desnecessários e obriga muitas vezes gastos extras em logística. Claro que precisamos investir em infra estrutura e buscar atendimento na aduana de 24 horas por dia, mas acabar com a incerteza operacional é fundamental. As regras de anuência do DECEX/SECEX do Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio - MDIC, em vigor, são incertas e portanto, responsáveis por um percentual do Custo Brasil. O controle via siscomex tem o mesmo efeito das filas portuárias que geram diárias desnecessárias às transportadoras. Obviamente, este frete é mais caro devido a incerteza operacional. Para abrirmos as portas do comércio internacional à empresas de pequeno e médio porte, é necessária a existência de regras bem definidas para que informações satisfatórias sobre os procedimentos aduaneiros vigentes possam ser divulgadas aos interessados. Portanto, nosso apelo é que não tenhamos mais intervenções políticas nos procedimentos aduaneiros. |
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